As pequenas conchas na areia relembram um rosto
Imagem que nem o mais voraz dos ventos desfaz
Permanece duna indelével, presente, inabalável
Apenas muda o sentido, o contorno, o movimento
Sob um céu ora nem tão azul
Um céu por hora choroso
Que parecia companheiro daquela aguda dor no peito
E, se surgia sol, seus raios desejavam ardentemente o contorno de uma silhueta
Que talvez acompanhasse a única concha violácea naquele lugar
E, nessa hora, o sopro do mar não mais seria um sussurro de saudade.
Há 5 anos
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